sexta-feira, 21 de março de 2008
sábado, 27 de outubro de 2007
O Aluno - Traduzido de W. Blake
O Aluno
Tradução: Marcos, Ana Lúcia, Tânia e Mariane
Gosto das manhãs de verão
Que as aves cantam nas árvores,
Distante o caçador toca sua buzina
E canta comigo a cotovia.
Oh, que bela companhia!
Mas ir à escola numa manhã de verão,
Oh! Destrói todo o contentamento;
Sob olhares cruéis e ultrapassados,
Gastam o tempo os pequenos
Em suspiros consternados.
Ah! Às vezes sento curvado,
E vejo longas horas passar,
Nem em meus livros sinto agrado,
Nem à sombra do conhecimento ficar,
E a chuva monótona me esgotar
Pode um pássaro que nasceu para alegrar
Estar em uma gaiola e cantar?
Como uma criança, quando o medo ameaçar
Pender suas tenras asas
E esquecer sua primaveril juventude
Oh!, Pai e mãe, se é cortado o botão,
Soprados florescerão ao longe
Se tenras plantas destituídas são
Por tristezas e consternação
Da alegria de um dia primaveril,
Como poderá o verão alegre chegar
Ou seu fruto aparecer?
Ou como juntaremos o que o pesar destrói,
Ou pelo ano tranqüilo graças dar,
Quando o vento do inverno soprar?
The School boy
When the birds sing on every tree;
The distant huntsman winds his horn,
And the skylark sings with me.
Oh, what sweet company!
But to go to school in a summer morn,
Oh! it drives all joy away;
Under a cruel eye outworn
The little ones spend the day
In sighing and dismay.
Ah! then at times I drooping sit,
And spend many an anxious hour;
Nor in my book can I take delight,
Nor sit in learning's bower,
Worn through with the dreary shower.
How can the bird that is born for joy
Sit in a cage and sing?
How can a child, when fears annoy,
But droop his tender wing,
And forget his youthful spring?
O, father and mother, if buds are nipped
And blossoms blown away,
And if the tender plants are stripped
Of their joy in the springing day,
By sorrow and care's dismay,
How shall the summer arise in joy,
Or the summer fruits appear?
Or how shall we gather what griefs destroy,
Or bless the mellowing year,
When the blasts of winter appear?
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e darramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contetentamento.E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem amaEu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, pôsto que e chama
Mas que seja infinito enquanto dure."Vinicius de Moraes - Soneto da fidelidade
sábado, 22 de setembro de 2007
Fuga - Aline Bella
Aline Bella
Quero fugir daqui
De um lugar nenhum que me consome
Para o lugar de meus sonhos
Onde tudo é mais bonito,
Não há dor, nem pranto,
Todos são felizes, porque assim tem que ser.
Quero fugir daqui
Do mundo de angústia sem sentido
Para o mundo de ilusões que eu quero
Onde as pessoas sorriem
Os pássaros cantam por prazer
As crianças brincam livres, porque assim tem que ser.
Quero fugir daqui
Do oposto de meus sentimentos
Para o paraíso imaculado e puro
Onde posso ser eu mesmo
Longe da inveja e da perseguição
Para conseguir a eterna felicidade, porque assim tem que ser.
Quero fugir daqui
Do íntimo do que eu não acredito
Para a estrada de diversos caminhos
Onde me verei como nunca vi
No espelho das minhas razões
Para entender o meu interior, porque assim tem que ser.
Quero fugir daqui
Da loucura real que me aborrece
Para o mundo irreal que me fascina
Onde deixarei de olhar só pra mim
Para os anseios das minhas paixões
Para mostrar, a mim mesmo, quem sou, porque assim tem que ser.
Mas não posso fugir daqui
Do insano e do proibido
Para o correto e sensato
Onde encontraria mais do que espero
Num mundo que ainda desconheço
E existe porque imagino, porque assim tem que ser.
O Tempo
Muito rápido para os que tem medo,
muito longo para os que lamentam,
muito curto para os que festejam.
Mas, para os que amam, o tempo é eternidade..."
William Shakespeare
Soneto de Fidelidade
* alteração minha
-738468.jpg)