sábado, 16 de janeiro de 2010
O que é viver?
Que nos traz muita inquietude
Talvez por sermos essa incompletude
Que nos faz reféns dessa contrariedade
Fazendo o que não queremos fazer
Querendo o que não podemos querer
Sendo algo que não devíamos
Almejando o que não queríamos
Essa contrariedade milenar
Que mesmo Paulo não soube lidar
Mas conseguiu dar a explicação
Que consola esse nosso coração
Se somos o que não queremos
Se queremos o que não somos
Podemos deixar então pra quem pode
E faremos então parte dessa prole
Partilhando com os que não sabem o que fazem
Mas que anseiam alcançar o que é certo
Entretanto esbarram nesta incerteza que perto
Preenche o ser com coisas que não cabem
sábado, 9 de janeiro de 2010
Futuro?
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Só hoje
Em todos os males que me afligem
Pois meu peito dói só de notar
Que meu pensamento causa vertigem
Desbarrancam as emoções ao peito
Trazendo a dor da desilusão
Quando percebo, volto-me ao leito
Sem conseguir fazer bater meu coração
Coração que falha com a lembrança
De um ontem muito hoje presente
E que me arranca a esperança
Que meu peito já sabe que sente
Mas nesse dia de não pensar nele
O mal não se faz presente
Pois basta a mente se ocupar dele
Pra que a luz se torne ausente.
Inundar
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Verdade
e voemos para o horizonte azul
Desnudemos a alma sobre a vinha
e nos refestelemos neste corpo nu
Coberto com a bruma espessa
que nos envolve por inteiro
Sabemos que o que não cessa
é a ocorrência do amor verdadeiro
Invernal
penso em como neste instante
sinto-me de repente esquálido
e com o pensamento errante
Sua boca atiça o olhar
seus olhos enchem o paladar
Seu corpo aviva opensamento
e me perco só por um momento
Queira eu estar ao seu lado
nas manhãs de inverno frias
Sussurando-lhe ao ouvido um fado
Preenchendo suas noites vazias
Como escrever poesias?
as incompletudes da língua
Parte de nós que deve assim morrer
quando a emoção deixada é à míngua
É brincar com as palavras feias
e às bonitas restaurar o brilho
emaranhá-las numa perfeita teia
colocando-as como ao trem no trilho
É sentir a falsa dor pungente
que nos assola a mente e a alma
É entender que em toda a gente
não há um a quem pertença tal calma
É fazer das tripas um coração
espremendo a dor na alma sentida
Em versos transformando como canção
esvaziando-se de sua própria vida.
Veneno puro
traçam rotas toruuosas e duras
Trazendo o veneno do Oriente
Que contamina até a alma da gente
Cifrões alados passam à fronte
Obscurecem o nosso pensamento
Oxalá seja esta a vera fonte
que nos envolva a todo momento
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Futuramente
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ser errante
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
De tudo fica um pouco
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Alma do poeta
Imagine se todas as palavras
E dialetos se tornassem inúteis
Não poderiam mais estas larvas
Corroerem a carne dos seres fúteis
Se todo verso se tornasse prosa
Toda retórica aniquilada fosse
Seria do léxico a verdadeira tosa
E levaria embora a riqueza que trouxe
Se toda canção se tornasse fel
Todo o farfalhar em quietude
Não mais pássaros se veriam no céu
E acabaria com toda espontânea atitude
Mas na alma do poeta há canção
Há flores, paixão, amor, louvor
O suficiente para alegrar o coração
Até do envolto no mais profundo torpor
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
You’ve got a friend – James Taylor
When you're down and troubled
And you need a helping hand
And nothing, whoa nothing is going right.
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest nights.
You just call out my name,
And you know wherever I am
I'll come running, oh yeah baby
To see you again.
Winter, spring, summer, or fall,
all you have to do is call
and I'll be there, yeah, yeah, yeah.
You've got a friend.
sábado, 5 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Medo
De aço da incerteza profunda
Forças terríveis me fazem refém
Desse sentimento que abunda
Oh, mas que aperto
No peito que me consome
Desejos proibidos decerto
A assolar o pobre homem
O certo é que a minha verdade
Se afasta de mim neste instante
Me sinto como uma nau jogada
Aos ventos, numa rota errante.
Procura
A luz vai se mexer
A relva vai se iluminar
E a vida vai crescer.
Crescer em qualidade plena
Trazendo da aurora o frescor
Cuidando que na vida terrena
Buscamos sempre nosso amor
Mas se o buscar é excessivo
A procura não teria fim
Pois basta apenas meio motivo
Pra afastar o amor de mim.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Assassinálcool
A lágrima do que a vida perde
O encontro metálico do agora
Resultado da outrora etílica bebida
Choremos as vidas que se vão
Nos fords, volks da vida
Soframos de nossa desilusão
Ao ver sofrer a pessoa querida
Mas voltemos nossos olhos um momento.
Será mesmo preciso tanta morte?
Baniremos a maldita em tempo,
E mudaremos do nosso povo a sorte?