quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Medo
De aço da incerteza profunda
Forças terríveis me fazem refém
Desse sentimento que abunda
Oh, mas que aperto
No peito que me consome
Desejos proibidos decerto
A assolar o pobre homem
O certo é que a minha verdade
Se afasta de mim neste instante
Me sinto como uma nau jogada
Aos ventos, numa rota errante.
Procura
A luz vai se mexer
A relva vai se iluminar
E a vida vai crescer.
Crescer em qualidade plena
Trazendo da aurora o frescor
Cuidando que na vida terrena
Buscamos sempre nosso amor
Mas se o buscar é excessivo
A procura não teria fim
Pois basta apenas meio motivo
Pra afastar o amor de mim.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Assassinálcool
A lágrima do que a vida perde
O encontro metálico do agora
Resultado da outrora etílica bebida
Choremos as vidas que se vão
Nos fords, volks da vida
Soframos de nossa desilusão
Ao ver sofrer a pessoa querida
Mas voltemos nossos olhos um momento.
Será mesmo preciso tanta morte?
Baniremos a maldita em tempo,
E mudaremos do nosso povo a sorte?
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Urbanismo
Em que rios sofrem
O coração não engana
Aqueles que por ela morrem
Desdizendo o não dito
Na fluência infinita
Corre o sangue maldito
Que o Aurélio não cita
Entretanto entre tantos
Céus azuis a loucura
Permanece entre cantos
Destilando a doçura
Fomentando a pureza
Fome entrando com tristeza
Trazendo a dor que tem nome
Aplacando sua própria fome.
Ele sente...
Trazendo a tristeza para esta vida
Traço de melancolia que irrompe
Fazendo o pano de fundo desta lida
Mas, de repente, penso num repente
Que indispõe toda esta tristeza
Agindo em minha alma novamente
E me enlevando com toda a certeza
Nome tem esta alegria imensa
Que aumenta minha vontade de viver
Potenciando o amor a mais que se pensa
Adorada minha, sofrer não me deixe
Que seu amor sempre presente seja
Neste meu coração, que apenas sente
Igno
Para aqueles que não se importam
Em ver que toda a criação
Tem idéias que vão e voltam
Talvez seja eu o ignorante
Que ignore o real sentido das coisas
Mas tenha uma memória de elefante
Deus abençoe os que não sabem
Pois eles não têm em suas mentes
Coisas a mais do que cabem
terça-feira, 19 de maio de 2009
Urbanismo
Em que rios sofrem
O coração não engana
Aqueles que por ela morrem
Desdizendo o não dito
Na fluência infinita
Corre o sangue maldito
Que o Aurélio não cita
Entretanto entre tantos
Céus azuis a loucura
Permanece entre cantos
Destilando a doçura
Fomentando a pureza
Fome entrando com tristeza
Trazendo a dor que tem nome
Aplacando sua própria fome.
Rima
Se eu me chamasse Raimundo
Talvez mudasse o mundo
Talvez com a rima soasse profundo
Se eu me chamasse José
Mudasse algo com minha fé
Ou seria inútil como o Pelé
Se eu me chamasse Mário
Para os corruptos não fosse páreo
Ou escondesse esqueletos no armário
Mas vejo que como o poeta
A rima não seria uma solução
O que é preciso é de uma linha reta
Para tornar este país uma nação
Se.......
Se branca minha pele se tornasse
Olharia para a criança que nasce
E talvez, menos individualista me tornasse
Se negra minha pele se tornasse
Sairia ao Sol que nasce
E talvez, menos idiota me tornasse
Se amarela minha pele se tornasse
Aprenderia que a democracia nasce
E talvez, livre me tornasse
Se roxa minha pele se tornasse
Eu não seria nada que nasce
E talvez, defunto me tornasse
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Mais 3
A tristeza é minha companheira
Nas horas em que escurece o mundo
Me deixando na rua sem beira
Pois a eira foi perdida à um segundo
Mas, às vezes, vem a felicidade
Me entristecer com sua presença
Pois logo depois só resta a saudade
Por mais que eu professe uma crença
Dias modernos
A chuva da manhã molha a grama
Pegamos direto do pé a uva
O ar puro enche os corações
E nos banhamos na água do mar
Irrigadores que não fazem lama
No mercado comprar o suco de uva
Poluição a nos corroer os pulmões
E na sujeira do oceano se afogar.
Alma do poeta
Imagine se todas as palavras
E dialetos se tornassem inúteis
Não poderiam mais estas larvas
Corroerem a carne dos seres fúteis
Se todo verso se tornasse prosa
Toda retórica aniquilada fosse
Seria do léxico a verdadeira tosa
E levaria embora a riqueza que trouxe
Se toda canção se tornasse fel
Todo o farfalhar em quietude
Não mais pássaros se veria no céu
E acabaria com toda espontânea atitude
Mas na alma do poeta há canção
Há flores, paixão, amor, louvor
O suficiente para alegrar o coração
Até do envolto no mais profundo torpor
sábado, 27 de setembro de 2008
Tradução da música cuja letra traz uma verdade inquestionável
kirk Franklin
Composição: Kirk Franklin
Without You - (Sem Você)
Verso 1
Eu posso pegar um avião, subir aos céus e voar por um milhão de milhas.
Escrever uma doce melodia, fazer uma lágrima se tornar um sorriso,
E eu posso ver as cores da primavera e posso até sentir a estação mudar
E logo as folhas caem e o inverno vem, pois nada ainda fica igual.
Quando eu penso sobre onde eu estive, o que eu fiz tudo sem depender de ninguém.
Como eu penso que eu sei tudo, como se eu fizesse isso eu mesmo.
E como o vento que sopra
Como a flor que cresce
Com tudo que eu ainda posso fazer.
Coro 1
Sem Você, a vida é uma canção sem final.
Sem Você, é como ter um coração que não tem cura.
Sem Você, nós somos apenas atores no palco,
Como uma criança que se perdeu,
Nós não estaríamos aqui hoje sem Você.
Verso 2
Eu admito que às vezes o meu orgulho tente me cegar
E até este dom que Tu me deste, eu esqueço que é pra Ti,
E por muitos dias e de muitas formas eu abusei da Tua graça.
Mas Tu ainda foste paciente e o Teu amor penetrou em mim.
Mas o vento ainda sopra as flores ainda crescem e uma coisa ainda é verdade.
[Sem Você] a vida é uma ferida que não curou
Sem Você, nada neste mundo é real,
Sem Você.
Ponte
Eu não posso viver não posso ver a Tua vontade em mim.
Não posso fazer nada [nada]
Sem Você, somos como uma noiva sem o noivo,
Sem Você, é como não ver o brilho do Sol em junho,
Sem Você, somos apenas atores no palco,
Como uma criança que se perdeu,
Nós não estaríamos aqui hoje
Sem Você Jesus, minha vida estaria perdida, sem Você.
Sem Você, eu não saberia quanto custou,
Ver entregar Tua vida por mim,
Do meu passado agora eu estou livre.
Me diga onde eu estaria sem Você.
Me diga onde eu estaria sem Você.
Não estaria aqui hoje sem Você.
Não estaria aqui hoje sem Você
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Anti-tudo
O Sol se esconde na via
Só não me peça o favor
De superar esta existência vazia
As ruas caras que movem
Os sonhos perdidos do dia
Dos beirais úmidos chovem
Esperanças de uma mente vazia
Mas casas caiadas de branco
Túmulos para se morrer em vida
Vermes que almoçam meu tronco
E a mente estóica e sabida.
Two more times
Dias modernos
A chuva da manhã molha a grama
Pegamos direto do pé a uva
O ar puro enche os corações
E nos banhamos na água do mar
Irrigadores que não fazem lama
No mercado comprar o suco de uva
Poluição a nos corroer os pulmões
E na sujeira do oceano se afogar.
Alma do poeta
Imagine se todas as palavras
E dialetos se tornassem inúteis
Não poderiam mais estas larvas
Corroerem a carne dos seres fúteis
Se todo verso se tornasse prosa
Toda retórica aniquilada fosse
Seria do léxico a verdadeira tosa
E levaria embora a riqueza que trouxe
Se toda canção se tornasse fel
Todo o farfalhar em quietude
Não mais pássaros se veria no céu
E acabaria com toda espontânea atitude
Mas na alma do poeta há canção
Há flores, paixão, amor, louvor
O suficiente para alegrar o coração
Até do envolto no mais profundo torpor
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Mais duas
A cidade avança sem pensar
Os habitantes regridem sem parar
O ser humano só quer voltar
Àquele que outrora era o seu lar
Escuridão, trevas, sem luz
O homem não sabem mais o que produz
Olhos cansados, feridas em pus
Na alma daquele que carrega sua cruz
Coletivos cheios, a mãe a chorar
Quando lhe apertam o que está a esperar
E a espera, de lágrimas se torna mar
E não há braços para a aconchegar
Mas, de outro lado, existe a felicidade
Pois podemos encontrar a sinceridade
Naquele homem que preza a verdade
E pode chamar de lar esta cidade.
Vende-se
Beleza esta
Paz ao coração
Inspira festa
Cor, luz, animação
Prados verdejantes
Sol sempre a brilhar
Altos e belos montes
Água limpa a borbulhar
Pôr-do-sol maravilhoso
Aves livres a voar
E o beija-flor teimoso
As mesmas flores a beijar
Os sapos que coaxam
Na lagoa a brincar
Felinos belos relaxam
À sombra a se refrescar
O condomínio a chegar
Trazendo a destruição
Até vinte anos para pagar
Corretores de plantão
domingo, 21 de setembro de 2008
Escória
O crack, a cocaína – pó
Infância que de um mal padece
Ninguém se importa se ele está só
Escadarias e portas de igreja
Pontos estes deste dilema
Não importa se você veja
A escória à porta do cinema
Bicho-homem escondido
Sonhos – ele não tem mais
Apesar de se sentir perdido
Só quer um pouquinho de paz
Brincar de Escrever
Brincar de escrever
Brincar com palavras é sofrer
As desvirtudes do léxico complexo
É apenas à Semiótica se ater
Sem se preocupar com o nexo
É sofrer a dor da Lingüística
Dos sentidos sentidos extrair
Pulando da palavra intrínseca
Cuja força está a se esvair
É pensar como que logicamente
Buscando no passado o valor presente
Troça com o vernáculo fazendo
Ao pensar ensinar, estar aprendendo
É estar com a mente no Olimpo
Com os deuses fazendo brincadeira
A vida dos poetas passada a limpo
E das poetisas, a alma faceira
Tragam todas as palavras lidas
E façam um poema que celebre a vida
Para dar mais cor às suas lidas
Como o sentido da palavra já puída.
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