quarta-feira, 20 de maio de 2009
Urbanismo
Em que rios sofrem
O coração não engana
Aqueles que por ela morrem
Desdizendo o não dito
Na fluência infinita
Corre o sangue maldito
Que o Aurélio não cita
Entretanto entre tantos
Céus azuis a loucura
Permanece entre cantos
Destilando a doçura
Fomentando a pureza
Fome entrando com tristeza
Trazendo a dor que tem nome
Aplacando sua própria fome.
Ele sente...
Trazendo a tristeza para esta vida
Traço de melancolia que irrompe
Fazendo o pano de fundo desta lida
Mas, de repente, penso num repente
Que indispõe toda esta tristeza
Agindo em minha alma novamente
E me enlevando com toda a certeza
Nome tem esta alegria imensa
Que aumenta minha vontade de viver
Potenciando o amor a mais que se pensa
Adorada minha, sofrer não me deixe
Que seu amor sempre presente seja
Neste meu coração, que apenas sente
Igno
Para aqueles que não se importam
Em ver que toda a criação
Tem idéias que vão e voltam
Talvez seja eu o ignorante
Que ignore o real sentido das coisas
Mas tenha uma memória de elefante
Deus abençoe os que não sabem
Pois eles não têm em suas mentes
Coisas a mais do que cabem
terça-feira, 19 de maio de 2009
Urbanismo
Em que rios sofrem
O coração não engana
Aqueles que por ela morrem
Desdizendo o não dito
Na fluência infinita
Corre o sangue maldito
Que o Aurélio não cita
Entretanto entre tantos
Céus azuis a loucura
Permanece entre cantos
Destilando a doçura
Fomentando a pureza
Fome entrando com tristeza
Trazendo a dor que tem nome
Aplacando sua própria fome.
Rima
Se eu me chamasse Raimundo
Talvez mudasse o mundo
Talvez com a rima soasse profundo
Se eu me chamasse José
Mudasse algo com minha fé
Ou seria inútil como o Pelé
Se eu me chamasse Mário
Para os corruptos não fosse páreo
Ou escondesse esqueletos no armário
Mas vejo que como o poeta
A rima não seria uma solução
O que é preciso é de uma linha reta
Para tornar este país uma nação
Se.......
Se branca minha pele se tornasse
Olharia para a criança que nasce
E talvez, menos individualista me tornasse
Se negra minha pele se tornasse
Sairia ao Sol que nasce
E talvez, menos idiota me tornasse
Se amarela minha pele se tornasse
Aprenderia que a democracia nasce
E talvez, livre me tornasse
Se roxa minha pele se tornasse
Eu não seria nada que nasce
E talvez, defunto me tornasse
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Mais 3
A tristeza é minha companheira
Nas horas em que escurece o mundo
Me deixando na rua sem beira
Pois a eira foi perdida à um segundo
Mas, às vezes, vem a felicidade
Me entristecer com sua presença
Pois logo depois só resta a saudade
Por mais que eu professe uma crença
Dias modernos
A chuva da manhã molha a grama
Pegamos direto do pé a uva
O ar puro enche os corações
E nos banhamos na água do mar
Irrigadores que não fazem lama
No mercado comprar o suco de uva
Poluição a nos corroer os pulmões
E na sujeira do oceano se afogar.
Alma do poeta
Imagine se todas as palavras
E dialetos se tornassem inúteis
Não poderiam mais estas larvas
Corroerem a carne dos seres fúteis
Se todo verso se tornasse prosa
Toda retórica aniquilada fosse
Seria do léxico a verdadeira tosa
E levaria embora a riqueza que trouxe
Se toda canção se tornasse fel
Todo o farfalhar em quietude
Não mais pássaros se veria no céu
E acabaria com toda espontânea atitude
Mas na alma do poeta há canção
Há flores, paixão, amor, louvor
O suficiente para alegrar o coração
Até do envolto no mais profundo torpor
sábado, 27 de setembro de 2008
Tradução da música cuja letra traz uma verdade inquestionável
kirk Franklin
Composição: Kirk Franklin
Without You - (Sem Você)
Verso 1
Eu posso pegar um avião, subir aos céus e voar por um milhão de milhas.
Escrever uma doce melodia, fazer uma lágrima se tornar um sorriso,
E eu posso ver as cores da primavera e posso até sentir a estação mudar
E logo as folhas caem e o inverno vem, pois nada ainda fica igual.
Quando eu penso sobre onde eu estive, o que eu fiz tudo sem depender de ninguém.
Como eu penso que eu sei tudo, como se eu fizesse isso eu mesmo.
E como o vento que sopra
Como a flor que cresce
Com tudo que eu ainda posso fazer.
Coro 1
Sem Você, a vida é uma canção sem final.
Sem Você, é como ter um coração que não tem cura.
Sem Você, nós somos apenas atores no palco,
Como uma criança que se perdeu,
Nós não estaríamos aqui hoje sem Você.
Verso 2
Eu admito que às vezes o meu orgulho tente me cegar
E até este dom que Tu me deste, eu esqueço que é pra Ti,
E por muitos dias e de muitas formas eu abusei da Tua graça.
Mas Tu ainda foste paciente e o Teu amor penetrou em mim.
Mas o vento ainda sopra as flores ainda crescem e uma coisa ainda é verdade.
[Sem Você] a vida é uma ferida que não curou
Sem Você, nada neste mundo é real,
Sem Você.
Ponte
Eu não posso viver não posso ver a Tua vontade em mim.
Não posso fazer nada [nada]
Sem Você, somos como uma noiva sem o noivo,
Sem Você, é como não ver o brilho do Sol em junho,
Sem Você, somos apenas atores no palco,
Como uma criança que se perdeu,
Nós não estaríamos aqui hoje
Sem Você Jesus, minha vida estaria perdida, sem Você.
Sem Você, eu não saberia quanto custou,
Ver entregar Tua vida por mim,
Do meu passado agora eu estou livre.
Me diga onde eu estaria sem Você.
Me diga onde eu estaria sem Você.
Não estaria aqui hoje sem Você.
Não estaria aqui hoje sem Você
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Anti-tudo
O Sol se esconde na via
Só não me peça o favor
De superar esta existência vazia
As ruas caras que movem
Os sonhos perdidos do dia
Dos beirais úmidos chovem
Esperanças de uma mente vazia
Mas casas caiadas de branco
Túmulos para se morrer em vida
Vermes que almoçam meu tronco
E a mente estóica e sabida.
Two more times
Dias modernos
A chuva da manhã molha a grama
Pegamos direto do pé a uva
O ar puro enche os corações
E nos banhamos na água do mar
Irrigadores que não fazem lama
No mercado comprar o suco de uva
Poluição a nos corroer os pulmões
E na sujeira do oceano se afogar.
Alma do poeta
Imagine se todas as palavras
E dialetos se tornassem inúteis
Não poderiam mais estas larvas
Corroerem a carne dos seres fúteis
Se todo verso se tornasse prosa
Toda retórica aniquilada fosse
Seria do léxico a verdadeira tosa
E levaria embora a riqueza que trouxe
Se toda canção se tornasse fel
Todo o farfalhar em quietude
Não mais pássaros se veria no céu
E acabaria com toda espontânea atitude
Mas na alma do poeta há canção
Há flores, paixão, amor, louvor
O suficiente para alegrar o coração
Até do envolto no mais profundo torpor
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Mais duas
A cidade avança sem pensar
Os habitantes regridem sem parar
O ser humano só quer voltar
Àquele que outrora era o seu lar
Escuridão, trevas, sem luz
O homem não sabem mais o que produz
Olhos cansados, feridas em pus
Na alma daquele que carrega sua cruz
Coletivos cheios, a mãe a chorar
Quando lhe apertam o que está a esperar
E a espera, de lágrimas se torna mar
E não há braços para a aconchegar
Mas, de outro lado, existe a felicidade
Pois podemos encontrar a sinceridade
Naquele homem que preza a verdade
E pode chamar de lar esta cidade.
Vende-se
Beleza esta
Paz ao coração
Inspira festa
Cor, luz, animação
Prados verdejantes
Sol sempre a brilhar
Altos e belos montes
Água limpa a borbulhar
Pôr-do-sol maravilhoso
Aves livres a voar
E o beija-flor teimoso
As mesmas flores a beijar
Os sapos que coaxam
Na lagoa a brincar
Felinos belos relaxam
À sombra a se refrescar
O condomínio a chegar
Trazendo a destruição
Até vinte anos para pagar
Corretores de plantão
domingo, 21 de setembro de 2008
Escória
O crack, a cocaína – pó
Infância que de um mal padece
Ninguém se importa se ele está só
Escadarias e portas de igreja
Pontos estes deste dilema
Não importa se você veja
A escória à porta do cinema
Bicho-homem escondido
Sonhos – ele não tem mais
Apesar de se sentir perdido
Só quer um pouquinho de paz
Brincar de Escrever
Brincar de escrever
Brincar com palavras é sofrer
As desvirtudes do léxico complexo
É apenas à Semiótica se ater
Sem se preocupar com o nexo
É sofrer a dor da Lingüística
Dos sentidos sentidos extrair
Pulando da palavra intrínseca
Cuja força está a se esvair
É pensar como que logicamente
Buscando no passado o valor presente
Troça com o vernáculo fazendo
Ao pensar ensinar, estar aprendendo
É estar com a mente no Olimpo
Com os deuses fazendo brincadeira
A vida dos poetas passada a limpo
E das poetisas, a alma faceira
Tragam todas as palavras lidas
E façam um poema que celebre a vida
Para dar mais cor às suas lidas
Como o sentido da palavra já puída.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Nomes de meninas
sexta-feira, 21 de março de 2008
sábado, 27 de outubro de 2007
O Aluno - Traduzido de W. Blake
O Aluno
Tradução: Marcos, Ana Lúcia, Tânia e Mariane
Gosto das manhãs de verão
Que as aves cantam nas árvores,
Distante o caçador toca sua buzina
E canta comigo a cotovia.
Oh, que bela companhia!
Mas ir à escola numa manhã de verão,
Oh! Destrói todo o contentamento;
Sob olhares cruéis e ultrapassados,
Gastam o tempo os pequenos
Em suspiros consternados.
Ah! Às vezes sento curvado,
E vejo longas horas passar,
Nem em meus livros sinto agrado,
Nem à sombra do conhecimento ficar,
E a chuva monótona me esgotar
Pode um pássaro que nasceu para alegrar
Estar em uma gaiola e cantar?
Como uma criança, quando o medo ameaçar
Pender suas tenras asas
E esquecer sua primaveril juventude
Oh!, Pai e mãe, se é cortado o botão,
Soprados florescerão ao longe
Se tenras plantas destituídas são
Por tristezas e consternação
Da alegria de um dia primaveril,
Como poderá o verão alegre chegar
Ou seu fruto aparecer?
Ou como juntaremos o que o pesar destrói,
Ou pelo ano tranqüilo graças dar,
Quando o vento do inverno soprar?
The School boy
When the birds sing on every tree;
The distant huntsman winds his horn,
And the skylark sings with me.
Oh, what sweet company!
But to go to school in a summer morn,
Oh! it drives all joy away;
Under a cruel eye outworn
The little ones spend the day
In sighing and dismay.
Ah! then at times I drooping sit,
And spend many an anxious hour;
Nor in my book can I take delight,
Nor sit in learning's bower,
Worn through with the dreary shower.
How can the bird that is born for joy
Sit in a cage and sing?
How can a child, when fears annoy,
But droop his tender wing,
And forget his youthful spring?
O, father and mother, if buds are nipped
And blossoms blown away,
And if the tender plants are stripped
Of their joy in the springing day,
By sorrow and care's dismay,
How shall the summer arise in joy,
Or the summer fruits appear?
Or how shall we gather what griefs destroy,
Or bless the mellowing year,
When the blasts of winter appear?
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e darramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contetentamento.E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem amaEu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, pôsto que e chama
Mas que seja infinito enquanto dure."Vinicius de Moraes - Soneto da fidelidade
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